sábado, 15 de dezembro de 2012

WT Pipeline 2012 – resumo final, Parko campeão mundial

Pipe Maters 2012
O campeonato mais esperado do ano. O ranking final e a (des)qualificação para o World Tour do ano seguinte. A decisão do título mundial.

O formato desta etapa é completamente diferente de todas: a primeira fase é disputada pelos últimos 12 ranqueados no WT, 8 classificados pelo Volcom PipeMasters (uma espécie de triagem), mais 4 convidados pela ASP e patrocinadores – um deles foi Dane Reynolds. Nesta fase Jadson André perdeu para Jamie O'Brien, Ricardo dos Santos venceu Dusty Paine com um belo show e Taylor Knox, mais de 20 anos no tour e ícone do esporte, foi aposentado após perder para Billy Kemper, campeão havaiano em 2010.

A 2ª fase se compôs dos vencedores da 1ª fase mais os ranqueados entre os 13º e 24º lugares. Alejo Muniz perdeu sua bateria para Shane Dorian e suas chances de ser o primeiro brasileiro campeão da Tríplice Coroa Havaiana. Ricardo dos Santos caiu em uma onda importante e perdeu para Bede Durbdige. Miguel Pupo, ao contrário do ano passado, estava bem fisicamente e passou com alguma facilidade por Adam Melling; com esse resultado, o título da coroa ficou com Sebatien Zietz (vide as outras postagens sobre os campeonatos no Hawaii). Heitor Alves caiu contra o defensor do título do Pipe Masters, Kieren Perrow (KP) e cometeu interferência em sua primeira onda, e acabou perdendo.

A 3ª fase poderia decidir o título. Sete dos top 12 perderam, incluindo o favorito, JJF. Adriano de Souza caiu contra Dane Reynolds, que conseguiu a primeira nota 10 e manteve sua invencibilidade contra o Mineirinho. Kolohe Andino, que surpreendeu ao passar pelas duas primeiras fases, teve sua nota mais alta nesta fase, surfou contra Gabriel Medina, que fez a melhor média até então. Miguel Pupo pegou talvez o melhor tubo de um goofy em backdoor e passou por Jeremy Flores, Pipe Master em 2010. Fanning perdeu para Shane Dorian, que também fez os comentários na transmissão, e despediu-se da etapa e não tem mais chances de ser campeão.

A 4ª fase manteve-se como nas outras etapas: não-eliminatória, três surfistas, um qualificado direto para as quartas de final, o restante teve que disputar a 5ª fase. Começou após quatro dias de espera por melhores condições, mas o mar estava bem esquisito, com ondulações de direções diferentes e mexido. O upgrade ficou por conta da presença de Tom Carroll e Gerry Lopez como comentaristas esporádicos. Quanto à competição, Medina e Pupo não conseguiram avançar, assim como o Slater. Josh Kerr, depois de sua bateria, foi ao hospital, ganhou alguns pontos, e voltou pro campeonato.

A 5ª fase os Hobgoods passaram por KP e Dane Reynolds, wild card da Vans e único a conseguir um 10. Medina perdeu por um ponto para o desesperado Yadin Nicol, mas mostrou a que veio, com uma atuação digna de elogios de gente de prestígio. Miguel Pupo teve que encarar o Slater, que o deixou em combinação com 10 minutos de bateria; MP saiu da combinação com um tubaço em Backdoor, mas não conseguiu a segunda nota.

Nas três primeiras baterias das quartas de final as ondas pioraram. Damien Hobgood venceu Zietz, enquanto seu irmão perdeu para Parko; Josh Kerr ganhou de Yadin Nicol, que precisava chegar à semi-final pra se manter no tour; Shane Dorian, wild card da Billabong, e Slater fizeram uma das melhores, senão a melhor bateria do campeonato: 18.74 a 18.20 pro Kelly.

As semifinais foram tensas: Parko e Dammo se revezaram algumas poucas vezes na liderança da bateria, mas, nos últimos 5 minutos, Joel só fez melhorar suas notas, eliminando o último goofy do campeonato; Slater e Kerr tiveram que encarar a que talvez tenha sido a pior meia hora do mar. Josh pegou uma pra Backdoor no primeiro minuto que lhe rendeu 9.20, e todas as outras ondas, inclusive as de Slater, fecharam, e o fizeram perder pela segunda vez, no mesmo dia, para o mesmo cara. Talvez Cheyne Horan tenha torcido para Parko não quebrar seu recorde de 4 vices, mas o fato é que, finalmente, e merecidamente, ele se tornou campeão mundial, e o fez em grande estilo, mesmo com um tanto de champanhe nas ideias, ao ganhar também o Pipe Masters na final contra Kerr, com boas ondas. Sua conquista só não foi maior por não ter sido diretamente contra Kelly na final, como o fez Andy Irons em 2003. Porém, como já disse Nick Carroll, ele é muito bom para não estar lá (na lista dos campeões mundiais).

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Vans World Cup 2012 - Resumo final


Em Sunset as ondas compareceram, chegando a 10 pés. Não estavam das melhores, mas, pra quem está na frente do computador, parecia bacana. Ao contrário da etapa anterior, os havaianos não foram bem, à exceção de Sebastien Zietz. Slater, surfando com uma quadriquilha swallow 5'10", só passou uma fase, assim como vários outros tops.

Os destaques foram Lincoln Taylor, Michel Bourez, Adam Melling, Sebastien Zietz, além dos brasileiros Jesse Mendes, Ricardo dos Santos, Gabriel Medina e Alejo Muniz. Curioso que em uma onda tão difícil de se surfar, 3 deles sejam goofy-footers; aliás, metade dos semi-finalistas são goofies. Ricardo, que estará no Pipe Masters como wild-card da Billabong, foi até as quartas de final. Jesse, 19 anos, mostrou ter se recuperado de uma lesão no tornozelo, derrotou Slater na 4ª fase e terminou na semi final. Alejo surfou muito o evento inteiro até a semi final, quando perdeu em uma bateria que só houve três ondas decentes: duas do Medina e uma do Adam.

A grande final teve a vitória merecida de Adam, que garantiu sua permanência no World Tour, enquanto Medina conseguiu mais um 2º lugar (penso que o terceiro este ano) e aumentou a preocupação dos seus adversários, pois tem conseguido excelentes resultados em lugares onde não se esperava que ele fosse bem; quase conseguiu a virada com um belo, mas não tão profundo, tubo de backside, que o deixou a meio ponto da vitória. Zietz, que venceu a etapa anterior e garantiu sua estréia no WT 2013, terminou em 3º, e Adrian Buchan, mais um goofy, em 4º.

Agora é esperar pelo Pipe Masters, tanto pelo campeonato em si quanto pela (re)qualificação de um punhado de gente.