sábado, 24 de novembro de 2012

Reef Hawaiian Pro 2012 - Resumo final


Este ano as ondas não ajudaram muito, não só por conta do pouco tamanho em quase todos os dias, mas também pela qualidade abaixo da média - a direção da ondulação não era a melhor. De um modo geral, os havaianos foram os melhores, sendo que havia 3 deles na final: o vencedor Sebastien Zietz, o vice John John Florence, Fred Patachia em 3º, mais o argentino naturalizado brasileiro Alejo Muniz em 4º.

Houve também 2 baterias do Clash of the Legends. Este ano os escolhidos foram Kaipo Jaquias, havaiano e o único dos 4 a não ter sido campeão mundial, Occy, Tom Curren e o vencedor Sunny Garcia. Sunny e Occy também competiram no evento principal, e terminaram em 5º e 49º, respectivamente.

Os brasileiros

Jadson André foi até as quartas de final. William Cardoso e Gabriel Medina pararam na fase anterior. O resto da galera não conseguiu nada muito expressivo. Os que ainda podem se classificar para o World Tour 2013 viram suas chances diminuírem e terão que se dar bem no próximo evento, que começará dia 25, em Sunset.


domingo, 11 de novembro de 2012

WT Pipeline e Triple Crown of Surfing 2012 – prévia

A Tríplice Coroa Havaiana, que comemora 30 anos de existência este ano, é composta pelos eventos prime em Haleiwa (12/11 a 2411) e Sunset (25/11 a 06/12) mais a etapa do World Tour em Pipeline. É onde se define os classificados para a elite do ano seguinte. Muitas vezes com ondas clássicas e grandes, outras com ondas medonhas e às vezes dignas de um verão no Brasil, estas etapas são aguardadas o ano inteiro tanto pelos competidores de tempo integral quanto pelos havaianos, que obtém condições de competir que somente a eles é dada - a ASP tem uma relação muito difícil e turbulenta com a associação havaiana desde o seu princípio e, enquanto não mudar a mentalidade dos seus dirigentes, assim continuará.

É comum na mídia especializada a repetição, ano após ano, de clichês como “aqui é onde se separa os homens dos meninos”, entre outros. Realmente, muitos se afundam, às vezes literalmente, por lá. Títulos e vagas são decididos nas finais. Crowd insano de competidores, free-surfers, jornalistas, fotógrafos, groupies, em um espaço razoavelmente estreito de areia. Enfim, muita onda e muito drama.

A luta pela (re)qualificação

Segundo Al Hunt, da ASP, a pontuação mínima para a (re)qualificação é de 14.000 pontos. Mas parece que ele terá que rever seus cálculos, já que os top 10 do world ranking já estão nessa faixa. Alejo Muniz, Heitor Alves, Jadson André e Raoni Monteiro, que já estão na elite, são os que mais precisam de bons resultados para continuar. Filipe Toledo já garantiu seu ingresso, assim como Glenn Hall, que faz história como o primeiro irlandês entre os tops; Mineirinho surfará para se manter entre os top 5 do WT, e Medina entre os top 10. Jean da Silva e William Cardoso surfarão para permanecer no top 10 do world ranking, enquanto Wigolly Dantas e Hizunomê Bettero competirão para entrar na parada.

O título mundial

Os postulantes ao título mundial são Joel Parkinson, Kelly Slater (pra variar) e Mick Fanning. As chances de cada um foram calculadas pela ASP e são as seguintes:
ð Se Parkinson vencer o PipeMasters, Slater e Fanning irão pro bar afogar as mágoas.
ð Se Parkinson for vice:
- Slater precisa vencer a etapa;
- Fanning vai procurar o bar mais próximo.
ð Se Parkinson terminar em 3º lugar:
- Slater precisa de um 3º ou mais;
- Fanning precisa vencer, e Slater acabar em 5º ou abaixo.
ð Se Parkinson terminar em 13º, 9º ou 5º:
- Slater precisa de um 5º ou mais para levar o 12º caneco;
- Fanning precisa vencer em Pipeline, e Slater acabar em 5º ou abaixo.

sábado, 10 de novembro de 2012

terça-feira, 6 de novembro de 2012

WT Santa Cruz 2012 – resumo final


As ondas apareceram, o sol e o público deram as caras. Alguns dos tops foram mal, outros foram péssimos; alguns desesperados por pontos para manter-se no world tour conseguiram seus melhores resultados, enquanto outros veem a sombra do wqs cada vez maior sobre suas cabeças.
O vencedor foi Taj Burrow, que por ter ido mal nas etapas européias, não está mais entre os contendores ao título. O vice, Matt Wilkinson, fez sua primeira final no WT e garantiu sua permanência na elite para o próximo ano.

Os contendores

Joel Parkinson foi o único a evitar a 2ª fase; foi destaque em todas as fases com a melhor escolha de ondas até que, nas quartas de final, perdeu para Travis Logie, um dos desesperados. Na repescagem, Fanning perdeu por 0,04 para Jadson, que conseguiu a onda vencedora no último minuto. John John esteve apático e perdeu para outro desesperado, Matt Wilkinson. Slater não conseguiu se entender muito com as ondas, mas conseguiu avançar até a 5ª fase, quando perdeu para Adriano de Souza. Mineirinho foi bem até as quartas de final, mas foi um pouco conservador em sua última onda contra Wilkinson, não conseguiu a nota necessária e se despediu da corrida pelo título mundial.

Os brasileiros

Apenas Gabriel Medina venceu na 1ª fase e pulou a repescagem, onde Heitor Alves e Miguel Pupo caíram. Na 3ª fase, Jadson não conseguiu muita coisa numa hora ruim do mar e perdeu pro Taj. A fase seguinte, não eliminatória, só serviu pra galera conhecer melhor o pico, já que ninguém passou. Medina e Alejo travaram o primeiro confronto da 5ª fase, com a vitória do Gabriel. Raoni conseguiu vencer algumas baterias difíceis: na 2ª fase contra Julian Wilson e na 3ª contra Jordy Smith, mas não encontrou uma segunda onda na 5ª fase contra Travis Logie. Terminou em 9º lugar, e precisa de um resultado similar ou melhor na próxima etapa para se manter no WT. Alejo venceu Miguel Pupo na 2ª fase e Bede Durbdige na 3ª, e chamou positivamente a atenção de bastante gente durante sua trajetória na etapa até perder para Medina na 5ª fase, que, por sua vez, só veio a perder nas quartas de final contra Taj Burrow.

No ranking do world tour, os brasileiros estão assim:
Adriano de Souza- 5º
Gabriel Medina - 7º
Alejo Muniz - 16º
Miguel Pupo - 20º
Heitor Alves - 25º
Raoni Monteiro - 27º
Jadson André - 32º

Fatos curiosos

A área de competição é cercada em qualquer etapa, mas, nesta, os competidores tinham de pular a dita cuja pra entrar no mar.
Ronnie Blaykey e Brad Gerlach, o rei das onomatopeias surfísticas, comentaristas on-line, não se cansaram de discordar um do outro durante a transmissão.

A próxima e última etapa será de 8 a 20 de dezembro em Pipeline, Havaí.