sexta-feira, 26 de outubro de 2012

WT Santa Cruz 2012 – prévia


Esta costuma ser uma etapa da divisão de acesso, mas o patrocinador, pioneiro fabricante de roupas de neoprene para o surf, O’neill, completa 60 anos (a marca, não o caolho da imagem, Sr. O'neill), e decidiram fazer um upgrade. Deve voltar a ser wqs no próximo ano, o que é uma pena, dada a qualidade das ondas.

Não sei até agora se haverá um pico alternativo, mas o principal, Steamer Lane, é um excelente point-break de direitas, com fundo de pedra e algas e funciona bem de meio metro a 3 metros. Há também muitas focas e lontras, crowd, além de a água ser gelada - não se espera que alguém tenha a ideia de criar wetsuits na América Central, certo? As roupas de borracha, para esta época do ano, devem ser de 4/3mm. Para o surf da aurora e da alvorada, possivelmente entrarão em cena botinhas e capuzes de neoprene. O norte da Califórnia não é para frescos.

Todos os top 4, que ainda disputam o título, são candidatos à vitória, assim como mais uma meia dúzia de outros competidores. Matt Wilkinson, que precisa muito de um bom resultado, já venceu uma etapa wqs lá. Tiago Pires, que acabou de vencer o 6 estrelas nas Ilhas Canárias pode fazer bastante estrago, assim como os brasileiros regular-footers. Adam Melling, Yadin Nicol e Brett Simpson são os azarões. Taj Burrow, Jordy Smith, Bede Durbdige e Michel Bourez também têm boas chances, se não cometerem erros estratégicos. Dos goofies, acredito que Ace Buchan, Medina e Owen Wright podem se sair bem.

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

WT Portugal 2012 – resumo final

Como na França, uma etapa pródiga em notas 10 e em pontuações baixas, pois as ondas não ajudaram tanto quanto nos anos anteriores.

A final foi entre Medina e Julian Wilson, o novo rei dos claims, queridinho da mídia estrangeira e da ASP, que conquistou sua primeira vitória no World Tour. O resultado foi contestado por meio mundo pelo twitter, e a imagem de seriedade do julgamento da ASP, que há tempos está muito pior que Scarface ou qualquer outro similar, ganhou mais um arranhão.

Mais uma vez, Tiago Pires, o representante da casa, sofreu com a pressão, não conseguindo vencer nenhuma bateria, e terá que recorrer ao wqs para manter-se no tour. Há apenas duas etapas após esta, a de Santa Cruz e a de Pipeline, o que deixa meio desesperada a galera que precisa de pontos para a requalificação, e muitos, além do Tiago, participarão do wqs por conta disso.

Os australianos decididamente jogaram no lixo décadas de críticas aos claims (comemorações) brasileiros e chegam a ultrapassar-nos neste ponto, como mostrou Julian Wilson em sua última onda contra Owen Wright: comemorou ao sair do tubo, mandou um aéreo e comemorou de novo, algo que não passou despercebido por gente como Fred P. Recomeçou a velha ladainha sobre a possível aposentadoria de Kelly Slater. Parece que foi ele mesmo quem colocou o assunto em pauta, e, como sempre, a mídia se ocupa de criar suas teorias, razões, votações e o que mais surgir na cachola.

Os contendores

Taj Burrow foi o primeiro a cair fora: na 3ª fase perdeu para Kolohe Andino. Slater, em uma bateria muito fraca, não encontrou nada que chegasse a 3 pontos e perdeu para Raoni. Na 4ª fase, Joel e Mineiro foram os que avançaram direto para as quartas de final, enquanto Fanning e John John tiveram que surfar a 5ª fase. Mick surfou muito, porém perdeu para Owen Wright; John encontrou Joel nas quartas e surfou apenas uma onda boa.

Dos top 6, Mineirinho e Parko chegaram às semifinais. Gabriel Medina, em 9º no ranking, venceu por combinação o líder do ranking, enquanto Adriano perdeu por combinação para Julian Wilson, que abriu a bateria com um 9,7 e fechou com 9,57. O Mineiro lutou, mas com uma diferença tão grande, partiu para o seja-o-que-Deus-quiser e não conseguiu nada significativo e só com uma combinação improvável de fatores há de tornar-se, nesta temporada, o primeiro campeão brasileiro.

Os brasileiros

Alejo, Adriano e Medina avançaram direto para a 3ª fase. Raoni, de volta após a contusão em Fiji, foi o único a passar pela repescagem (2ª fase); foi destaque na mídia após sua vitória sobre Slater na fase seguinte, mas não conseguiu ir mais longe e terminou em 9º lugar, seu melhor resultado na temporada até agora. Medina e Mineiro, os mais consistentes, avançaram. Mineiro, como dito antes, chegou às semifinais.

Jadson André e Raoni Monteiro, por enquanto, estão fora da zona de classificação. Apenas Raoni tem chance de ganhar o wild card por contusão - o outro deve ser dado ao Dusty Payne, que ficou de fora das 4 primeiras etapas.

Fatos curiosos

O mais engraçado foi a sardinha, ou algum peixe parecido, que acertou o rosto do Damien Hobgood dentro do tubo. John John bateu com a cabeça no fundo enquanto surfava n’A Caverna; disse que foi a primeira vez que isso lhe aconteceu, o que é espantoso, já que é havaiano e isso é meio comum por lá. Alejo Muniz venceu o Moche Best Wave Expression Session. A Rip Curl, patrocinadora do evento, tem por hábito colocar alguns dos mais insossos comentaristas do tour, mas compensou um pouco ao colocar o Pancho Sullivan na cabine.

A próxima etapa será de 2 a 12 de novembro em Santa Cruz, Califórnia.

domingo, 14 de outubro de 2012

Baixa gastronomia em Sampa - 1 de X



Há tempos a baixa gastronomia não é sinônimo de preço baixo. Este fim de semana em São Paulo fui a dois lugares bem distintos, onde tirei as fotos e comento abaixo:

Na foto à esquerda: original, conhaque de alcatrão e caldo de mocotó. O Bar Devesa, em Bela Vista, fica em uma área central e é frequentado por pessoas que moram ou trabalham por perto. O caldo estava bom, mas já comi melhores, e o atendimento é tmm (tremendo mais ou menos). O total da conta ficou em $16 (1 de cada item descrito).

Na foto à direita: serra malte, nega fulô e porção de aipim e carne seca com pimenta biquinho. O Bar Salve Jorge fica na Vila Madalena, ou seja, é féchion. Uma cerveja, duas doses de pinga e meia porção de carne seca fez com que eu desembolsasse $45,00. Ao menos a carne estava excelente. A diferença no preço é bem grande, mas o atendimento era melhor que em seu primo pobre, e as frequentadoras são mais interessantes =)

sábado, 6 de outubro de 2012

WT Portugal 2012 - prévia

Dia 10, quarta-feira, começará a etapa portuguesa do World Tour. A previsão é 1,5 metro de onda no primeiro dia, diminuindo aos poucos no decorrer da semana.

Para quem não tem ideia de como são as ondas no local do campeonato, vale a pena dar uma olhada na matéria da surfline. A onda de Supertubos é famosa mundialmente, e uma das melhores, senão a melhor, da Europa. Parece um pouco com La Gravière, onde foi realizada a última etapa, porém é mais 'organizada', mais limpa. Como na França, é basicamente um tubo, não há muitas manobras. Quebrar pranchas por lá é fácil, mesmo em ondas de 1 metro. Em 2010 Owen Wright conseguiu quebrar 3 em uma só bateria, ou seja, em meia hora (mas as ondas estavam com cerca de 2 metros, creio eu).

O vencedor ano passado foi o Adriano de Souza, que, para continuar na briga pelo título mundial, precisa muito de um resultado excelente e do tropeço dos 5 concorrentes à sua frente. Aliás, nenhum dos top 6 pode dar mole, a não ser, talvez, o Joel Parkinson, que não tem nenhum resultado ruim (das 10 etapas, são computados os 8 melhores resultados).

Pode-se acompanhar o desenrolar do campeonato pelo nosso tuíter, que aparece aí no bloco à esquerda das postagens.

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

WT França 2012 - Resumo final

Em ondas que variaram de 1 a 2,5 metros, difíceis, com bastante correnteza, a etapa francesa foi pródiga em pranchas quebradas, em notas 10 (6 no total) e, antagonicamente, em pontuações baixas - muitas baterias foram ganhas com um total inferior a 10, em um máximo de 20. Um ponto a destacar é a quantidade de gente que optou por pranchas com 4 quilhas, deve ter sido um recorde.

Os Contendores

Adriano de Souza não tem o costume de ir bem nesta etapa, e desta vez não foi diferente: depois de perder para Jadson André na 1ª fase, perdeu para Taylor Knox na repescagem. Pra piorar, caiu uma posição no ranking e agora precisa ir muito bem nas 3 etapas restantes e torcer por tropeços de todos que estão à sua frente. Não vai ser fácil.

Mick Fanning, que liderava o tour, foi outro que tropeçou ao perder para Dane Reynolds, convidado da Quiksilver, na 3ª fase. Além do Mick, Taj Burrow também vacilou e perdeu na mesma fase para Kolohe Andino - que chegou ao 5º lugar, seu melhor resultado até agora.

Todos os outros postulantes ao título chegaram às semi-finais: John John perdeu do Dane e Joel perdeu pro Slater, que conseguiu sua segunda vitória seguida e terceira este ano. Com estes resultados, Joel passou a ser líder do ranking, seguido por Slater, Fanning, John John, Taj e Mineirinho.

Os brasileiros

Jadson, Alejo e Medina, vencedor desta etapa ano passado, foram os que conseguiram evitar a repescagem, onde Mineiro, Heitor e Wigolly perderam. Apenas Miguel Pupo conseguiu avançar, e foi, junto com Medina, até as quartas de final. Com este resultado, Pupo subiu 5 posições no ranking - foi para a 16ª posição -, e Medina entrou para os top 10. Jadson e Alejo, talvez o Heitor também, precisam de resultados decentes nas próximas etapas para continuar na elite.

Para (re)ver as baterias, clique aqui.

A próxima etapa será em Peniche, Portugal, onde Mineiro ganhou ano passado em uma bela final contra Slater, e começará dia 8.

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

O Brasil é uma canção

Saiu no site da surfing algo como uma revista virtual de 86 páginas com imagens bacanas do Brasil, principalmente Rio e Fernando de Noronha. O autor da dita cuja pede que compartilhemos.

Brazil is a Song by SURFINGMagazine.com