sábado, 15 de dezembro de 2012

WT Pipeline 2012 – resumo final, Parko campeão mundial

Pipe Maters 2012
O campeonato mais esperado do ano. O ranking final e a (des)qualificação para o World Tour do ano seguinte. A decisão do título mundial.

O formato desta etapa é completamente diferente de todas: a primeira fase é disputada pelos últimos 12 ranqueados no WT, 8 classificados pelo Volcom PipeMasters (uma espécie de triagem), mais 4 convidados pela ASP e patrocinadores – um deles foi Dane Reynolds. Nesta fase Jadson André perdeu para Jamie O'Brien, Ricardo dos Santos venceu Dusty Paine com um belo show e Taylor Knox, mais de 20 anos no tour e ícone do esporte, foi aposentado após perder para Billy Kemper, campeão havaiano em 2010.

A 2ª fase se compôs dos vencedores da 1ª fase mais os ranqueados entre os 13º e 24º lugares. Alejo Muniz perdeu sua bateria para Shane Dorian e suas chances de ser o primeiro brasileiro campeão da Tríplice Coroa Havaiana. Ricardo dos Santos caiu em uma onda importante e perdeu para Bede Durbdige. Miguel Pupo, ao contrário do ano passado, estava bem fisicamente e passou com alguma facilidade por Adam Melling; com esse resultado, o título da coroa ficou com Sebatien Zietz (vide as outras postagens sobre os campeonatos no Hawaii). Heitor Alves caiu contra o defensor do título do Pipe Masters, Kieren Perrow (KP) e cometeu interferência em sua primeira onda, e acabou perdendo.

A 3ª fase poderia decidir o título. Sete dos top 12 perderam, incluindo o favorito, JJF. Adriano de Souza caiu contra Dane Reynolds, que conseguiu a primeira nota 10 e manteve sua invencibilidade contra o Mineirinho. Kolohe Andino, que surpreendeu ao passar pelas duas primeiras fases, teve sua nota mais alta nesta fase, surfou contra Gabriel Medina, que fez a melhor média até então. Miguel Pupo pegou talvez o melhor tubo de um goofy em backdoor e passou por Jeremy Flores, Pipe Master em 2010. Fanning perdeu para Shane Dorian, que também fez os comentários na transmissão, e despediu-se da etapa e não tem mais chances de ser campeão.

A 4ª fase manteve-se como nas outras etapas: não-eliminatória, três surfistas, um qualificado direto para as quartas de final, o restante teve que disputar a 5ª fase. Começou após quatro dias de espera por melhores condições, mas o mar estava bem esquisito, com ondulações de direções diferentes e mexido. O upgrade ficou por conta da presença de Tom Carroll e Gerry Lopez como comentaristas esporádicos. Quanto à competição, Medina e Pupo não conseguiram avançar, assim como o Slater. Josh Kerr, depois de sua bateria, foi ao hospital, ganhou alguns pontos, e voltou pro campeonato.

A 5ª fase os Hobgoods passaram por KP e Dane Reynolds, wild card da Vans e único a conseguir um 10. Medina perdeu por um ponto para o desesperado Yadin Nicol, mas mostrou a que veio, com uma atuação digna de elogios de gente de prestígio. Miguel Pupo teve que encarar o Slater, que o deixou em combinação com 10 minutos de bateria; MP saiu da combinação com um tubaço em Backdoor, mas não conseguiu a segunda nota.

Nas três primeiras baterias das quartas de final as ondas pioraram. Damien Hobgood venceu Zietz, enquanto seu irmão perdeu para Parko; Josh Kerr ganhou de Yadin Nicol, que precisava chegar à semi-final pra se manter no tour; Shane Dorian, wild card da Billabong, e Slater fizeram uma das melhores, senão a melhor bateria do campeonato: 18.74 a 18.20 pro Kelly.

As semifinais foram tensas: Parko e Dammo se revezaram algumas poucas vezes na liderança da bateria, mas, nos últimos 5 minutos, Joel só fez melhorar suas notas, eliminando o último goofy do campeonato; Slater e Kerr tiveram que encarar a que talvez tenha sido a pior meia hora do mar. Josh pegou uma pra Backdoor no primeiro minuto que lhe rendeu 9.20, e todas as outras ondas, inclusive as de Slater, fecharam, e o fizeram perder pela segunda vez, no mesmo dia, para o mesmo cara. Talvez Cheyne Horan tenha torcido para Parko não quebrar seu recorde de 4 vices, mas o fato é que, finalmente, e merecidamente, ele se tornou campeão mundial, e o fez em grande estilo, mesmo com um tanto de champanhe nas ideias, ao ganhar também o Pipe Masters na final contra Kerr, com boas ondas. Sua conquista só não foi maior por não ter sido diretamente contra Kelly na final, como o fez Andy Irons em 2003. Porém, como já disse Nick Carroll, ele é muito bom para não estar lá (na lista dos campeões mundiais).

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Vans World Cup 2012 - Resumo final


Em Sunset as ondas compareceram, chegando a 10 pés. Não estavam das melhores, mas, pra quem está na frente do computador, parecia bacana. Ao contrário da etapa anterior, os havaianos não foram bem, à exceção de Sebastien Zietz. Slater, surfando com uma quadriquilha swallow 5'10", só passou uma fase, assim como vários outros tops.

Os destaques foram Lincoln Taylor, Michel Bourez, Adam Melling, Sebastien Zietz, além dos brasileiros Jesse Mendes, Ricardo dos Santos, Gabriel Medina e Alejo Muniz. Curioso que em uma onda tão difícil de se surfar, 3 deles sejam goofy-footers; aliás, metade dos semi-finalistas são goofies. Ricardo, que estará no Pipe Masters como wild-card da Billabong, foi até as quartas de final. Jesse, 19 anos, mostrou ter se recuperado de uma lesão no tornozelo, derrotou Slater na 4ª fase e terminou na semi final. Alejo surfou muito o evento inteiro até a semi final, quando perdeu em uma bateria que só houve três ondas decentes: duas do Medina e uma do Adam.

A grande final teve a vitória merecida de Adam, que garantiu sua permanência no World Tour, enquanto Medina conseguiu mais um 2º lugar (penso que o terceiro este ano) e aumentou a preocupação dos seus adversários, pois tem conseguido excelentes resultados em lugares onde não se esperava que ele fosse bem; quase conseguiu a virada com um belo, mas não tão profundo, tubo de backside, que o deixou a meio ponto da vitória. Zietz, que venceu a etapa anterior e garantiu sua estréia no WT 2013, terminou em 3º, e Adrian Buchan, mais um goofy, em 4º.

Agora é esperar pelo Pipe Masters, tanto pelo campeonato em si quanto pela (re)qualificação de um punhado de gente.

sábado, 24 de novembro de 2012

Reef Hawaiian Pro 2012 - Resumo final


Este ano as ondas não ajudaram muito, não só por conta do pouco tamanho em quase todos os dias, mas também pela qualidade abaixo da média - a direção da ondulação não era a melhor. De um modo geral, os havaianos foram os melhores, sendo que havia 3 deles na final: o vencedor Sebastien Zietz, o vice John John Florence, Fred Patachia em 3º, mais o argentino naturalizado brasileiro Alejo Muniz em 4º.

Houve também 2 baterias do Clash of the Legends. Este ano os escolhidos foram Kaipo Jaquias, havaiano e o único dos 4 a não ter sido campeão mundial, Occy, Tom Curren e o vencedor Sunny Garcia. Sunny e Occy também competiram no evento principal, e terminaram em 5º e 49º, respectivamente.

Os brasileiros

Jadson André foi até as quartas de final. William Cardoso e Gabriel Medina pararam na fase anterior. O resto da galera não conseguiu nada muito expressivo. Os que ainda podem se classificar para o World Tour 2013 viram suas chances diminuírem e terão que se dar bem no próximo evento, que começará dia 25, em Sunset.


domingo, 11 de novembro de 2012

WT Pipeline e Triple Crown of Surfing 2012 – prévia

A Tríplice Coroa Havaiana, que comemora 30 anos de existência este ano, é composta pelos eventos prime em Haleiwa (12/11 a 2411) e Sunset (25/11 a 06/12) mais a etapa do World Tour em Pipeline. É onde se define os classificados para a elite do ano seguinte. Muitas vezes com ondas clássicas e grandes, outras com ondas medonhas e às vezes dignas de um verão no Brasil, estas etapas são aguardadas o ano inteiro tanto pelos competidores de tempo integral quanto pelos havaianos, que obtém condições de competir que somente a eles é dada - a ASP tem uma relação muito difícil e turbulenta com a associação havaiana desde o seu princípio e, enquanto não mudar a mentalidade dos seus dirigentes, assim continuará.

É comum na mídia especializada a repetição, ano após ano, de clichês como “aqui é onde se separa os homens dos meninos”, entre outros. Realmente, muitos se afundam, às vezes literalmente, por lá. Títulos e vagas são decididos nas finais. Crowd insano de competidores, free-surfers, jornalistas, fotógrafos, groupies, em um espaço razoavelmente estreito de areia. Enfim, muita onda e muito drama.

A luta pela (re)qualificação

Segundo Al Hunt, da ASP, a pontuação mínima para a (re)qualificação é de 14.000 pontos. Mas parece que ele terá que rever seus cálculos, já que os top 10 do world ranking já estão nessa faixa. Alejo Muniz, Heitor Alves, Jadson André e Raoni Monteiro, que já estão na elite, são os que mais precisam de bons resultados para continuar. Filipe Toledo já garantiu seu ingresso, assim como Glenn Hall, que faz história como o primeiro irlandês entre os tops; Mineirinho surfará para se manter entre os top 5 do WT, e Medina entre os top 10. Jean da Silva e William Cardoso surfarão para permanecer no top 10 do world ranking, enquanto Wigolly Dantas e Hizunomê Bettero competirão para entrar na parada.

O título mundial

Os postulantes ao título mundial são Joel Parkinson, Kelly Slater (pra variar) e Mick Fanning. As chances de cada um foram calculadas pela ASP e são as seguintes:
ð Se Parkinson vencer o PipeMasters, Slater e Fanning irão pro bar afogar as mágoas.
ð Se Parkinson for vice:
- Slater precisa vencer a etapa;
- Fanning vai procurar o bar mais próximo.
ð Se Parkinson terminar em 3º lugar:
- Slater precisa de um 3º ou mais;
- Fanning precisa vencer, e Slater acabar em 5º ou abaixo.
ð Se Parkinson terminar em 13º, 9º ou 5º:
- Slater precisa de um 5º ou mais para levar o 12º caneco;
- Fanning precisa vencer em Pipeline, e Slater acabar em 5º ou abaixo.

sábado, 10 de novembro de 2012

terça-feira, 6 de novembro de 2012

WT Santa Cruz 2012 – resumo final


As ondas apareceram, o sol e o público deram as caras. Alguns dos tops foram mal, outros foram péssimos; alguns desesperados por pontos para manter-se no world tour conseguiram seus melhores resultados, enquanto outros veem a sombra do wqs cada vez maior sobre suas cabeças.
O vencedor foi Taj Burrow, que por ter ido mal nas etapas européias, não está mais entre os contendores ao título. O vice, Matt Wilkinson, fez sua primeira final no WT e garantiu sua permanência na elite para o próximo ano.

Os contendores

Joel Parkinson foi o único a evitar a 2ª fase; foi destaque em todas as fases com a melhor escolha de ondas até que, nas quartas de final, perdeu para Travis Logie, um dos desesperados. Na repescagem, Fanning perdeu por 0,04 para Jadson, que conseguiu a onda vencedora no último minuto. John John esteve apático e perdeu para outro desesperado, Matt Wilkinson. Slater não conseguiu se entender muito com as ondas, mas conseguiu avançar até a 5ª fase, quando perdeu para Adriano de Souza. Mineirinho foi bem até as quartas de final, mas foi um pouco conservador em sua última onda contra Wilkinson, não conseguiu a nota necessária e se despediu da corrida pelo título mundial.

Os brasileiros

Apenas Gabriel Medina venceu na 1ª fase e pulou a repescagem, onde Heitor Alves e Miguel Pupo caíram. Na 3ª fase, Jadson não conseguiu muita coisa numa hora ruim do mar e perdeu pro Taj. A fase seguinte, não eliminatória, só serviu pra galera conhecer melhor o pico, já que ninguém passou. Medina e Alejo travaram o primeiro confronto da 5ª fase, com a vitória do Gabriel. Raoni conseguiu vencer algumas baterias difíceis: na 2ª fase contra Julian Wilson e na 3ª contra Jordy Smith, mas não encontrou uma segunda onda na 5ª fase contra Travis Logie. Terminou em 9º lugar, e precisa de um resultado similar ou melhor na próxima etapa para se manter no WT. Alejo venceu Miguel Pupo na 2ª fase e Bede Durbdige na 3ª, e chamou positivamente a atenção de bastante gente durante sua trajetória na etapa até perder para Medina na 5ª fase, que, por sua vez, só veio a perder nas quartas de final contra Taj Burrow.

No ranking do world tour, os brasileiros estão assim:
Adriano de Souza- 5º
Gabriel Medina - 7º
Alejo Muniz - 16º
Miguel Pupo - 20º
Heitor Alves - 25º
Raoni Monteiro - 27º
Jadson André - 32º

Fatos curiosos

A área de competição é cercada em qualquer etapa, mas, nesta, os competidores tinham de pular a dita cuja pra entrar no mar.
Ronnie Blaykey e Brad Gerlach, o rei das onomatopeias surfísticas, comentaristas on-line, não se cansaram de discordar um do outro durante a transmissão.

A próxima e última etapa será de 8 a 20 de dezembro em Pipeline, Havaí.

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

WT Santa Cruz 2012 – prévia


Esta costuma ser uma etapa da divisão de acesso, mas o patrocinador, pioneiro fabricante de roupas de neoprene para o surf, O’neill, completa 60 anos (a marca, não o caolho da imagem, Sr. O'neill), e decidiram fazer um upgrade. Deve voltar a ser wqs no próximo ano, o que é uma pena, dada a qualidade das ondas.

Não sei até agora se haverá um pico alternativo, mas o principal, Steamer Lane, é um excelente point-break de direitas, com fundo de pedra e algas e funciona bem de meio metro a 3 metros. Há também muitas focas e lontras, crowd, além de a água ser gelada - não se espera que alguém tenha a ideia de criar wetsuits na América Central, certo? As roupas de borracha, para esta época do ano, devem ser de 4/3mm. Para o surf da aurora e da alvorada, possivelmente entrarão em cena botinhas e capuzes de neoprene. O norte da Califórnia não é para frescos.

Todos os top 4, que ainda disputam o título, são candidatos à vitória, assim como mais uma meia dúzia de outros competidores. Matt Wilkinson, que precisa muito de um bom resultado, já venceu uma etapa wqs lá. Tiago Pires, que acabou de vencer o 6 estrelas nas Ilhas Canárias pode fazer bastante estrago, assim como os brasileiros regular-footers. Adam Melling, Yadin Nicol e Brett Simpson são os azarões. Taj Burrow, Jordy Smith, Bede Durbdige e Michel Bourez também têm boas chances, se não cometerem erros estratégicos. Dos goofies, acredito que Ace Buchan, Medina e Owen Wright podem se sair bem.

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

WT Portugal 2012 – resumo final

Como na França, uma etapa pródiga em notas 10 e em pontuações baixas, pois as ondas não ajudaram tanto quanto nos anos anteriores.

A final foi entre Medina e Julian Wilson, o novo rei dos claims, queridinho da mídia estrangeira e da ASP, que conquistou sua primeira vitória no World Tour. O resultado foi contestado por meio mundo pelo twitter, e a imagem de seriedade do julgamento da ASP, que há tempos está muito pior que Scarface ou qualquer outro similar, ganhou mais um arranhão.

Mais uma vez, Tiago Pires, o representante da casa, sofreu com a pressão, não conseguindo vencer nenhuma bateria, e terá que recorrer ao wqs para manter-se no tour. Há apenas duas etapas após esta, a de Santa Cruz e a de Pipeline, o que deixa meio desesperada a galera que precisa de pontos para a requalificação, e muitos, além do Tiago, participarão do wqs por conta disso.

Os australianos decididamente jogaram no lixo décadas de críticas aos claims (comemorações) brasileiros e chegam a ultrapassar-nos neste ponto, como mostrou Julian Wilson em sua última onda contra Owen Wright: comemorou ao sair do tubo, mandou um aéreo e comemorou de novo, algo que não passou despercebido por gente como Fred P. Recomeçou a velha ladainha sobre a possível aposentadoria de Kelly Slater. Parece que foi ele mesmo quem colocou o assunto em pauta, e, como sempre, a mídia se ocupa de criar suas teorias, razões, votações e o que mais surgir na cachola.

Os contendores

Taj Burrow foi o primeiro a cair fora: na 3ª fase perdeu para Kolohe Andino. Slater, em uma bateria muito fraca, não encontrou nada que chegasse a 3 pontos e perdeu para Raoni. Na 4ª fase, Joel e Mineiro foram os que avançaram direto para as quartas de final, enquanto Fanning e John John tiveram que surfar a 5ª fase. Mick surfou muito, porém perdeu para Owen Wright; John encontrou Joel nas quartas e surfou apenas uma onda boa.

Dos top 6, Mineirinho e Parko chegaram às semifinais. Gabriel Medina, em 9º no ranking, venceu por combinação o líder do ranking, enquanto Adriano perdeu por combinação para Julian Wilson, que abriu a bateria com um 9,7 e fechou com 9,57. O Mineiro lutou, mas com uma diferença tão grande, partiu para o seja-o-que-Deus-quiser e não conseguiu nada significativo e só com uma combinação improvável de fatores há de tornar-se, nesta temporada, o primeiro campeão brasileiro.

Os brasileiros

Alejo, Adriano e Medina avançaram direto para a 3ª fase. Raoni, de volta após a contusão em Fiji, foi o único a passar pela repescagem (2ª fase); foi destaque na mídia após sua vitória sobre Slater na fase seguinte, mas não conseguiu ir mais longe e terminou em 9º lugar, seu melhor resultado na temporada até agora. Medina e Mineiro, os mais consistentes, avançaram. Mineiro, como dito antes, chegou às semifinais.

Jadson André e Raoni Monteiro, por enquanto, estão fora da zona de classificação. Apenas Raoni tem chance de ganhar o wild card por contusão - o outro deve ser dado ao Dusty Payne, que ficou de fora das 4 primeiras etapas.

Fatos curiosos

O mais engraçado foi a sardinha, ou algum peixe parecido, que acertou o rosto do Damien Hobgood dentro do tubo. John John bateu com a cabeça no fundo enquanto surfava n’A Caverna; disse que foi a primeira vez que isso lhe aconteceu, o que é espantoso, já que é havaiano e isso é meio comum por lá. Alejo Muniz venceu o Moche Best Wave Expression Session. A Rip Curl, patrocinadora do evento, tem por hábito colocar alguns dos mais insossos comentaristas do tour, mas compensou um pouco ao colocar o Pancho Sullivan na cabine.

A próxima etapa será de 2 a 12 de novembro em Santa Cruz, Califórnia.

domingo, 14 de outubro de 2012

Baixa gastronomia em Sampa - 1 de X



Há tempos a baixa gastronomia não é sinônimo de preço baixo. Este fim de semana em São Paulo fui a dois lugares bem distintos, onde tirei as fotos e comento abaixo:

Na foto à esquerda: original, conhaque de alcatrão e caldo de mocotó. O Bar Devesa, em Bela Vista, fica em uma área central e é frequentado por pessoas que moram ou trabalham por perto. O caldo estava bom, mas já comi melhores, e o atendimento é tmm (tremendo mais ou menos). O total da conta ficou em $16 (1 de cada item descrito).

Na foto à direita: serra malte, nega fulô e porção de aipim e carne seca com pimenta biquinho. O Bar Salve Jorge fica na Vila Madalena, ou seja, é féchion. Uma cerveja, duas doses de pinga e meia porção de carne seca fez com que eu desembolsasse $45,00. Ao menos a carne estava excelente. A diferença no preço é bem grande, mas o atendimento era melhor que em seu primo pobre, e as frequentadoras são mais interessantes =)

sábado, 6 de outubro de 2012

WT Portugal 2012 - prévia

Dia 10, quarta-feira, começará a etapa portuguesa do World Tour. A previsão é 1,5 metro de onda no primeiro dia, diminuindo aos poucos no decorrer da semana.

Para quem não tem ideia de como são as ondas no local do campeonato, vale a pena dar uma olhada na matéria da surfline. A onda de Supertubos é famosa mundialmente, e uma das melhores, senão a melhor, da Europa. Parece um pouco com La Gravière, onde foi realizada a última etapa, porém é mais 'organizada', mais limpa. Como na França, é basicamente um tubo, não há muitas manobras. Quebrar pranchas por lá é fácil, mesmo em ondas de 1 metro. Em 2010 Owen Wright conseguiu quebrar 3 em uma só bateria, ou seja, em meia hora (mas as ondas estavam com cerca de 2 metros, creio eu).

O vencedor ano passado foi o Adriano de Souza, que, para continuar na briga pelo título mundial, precisa muito de um resultado excelente e do tropeço dos 5 concorrentes à sua frente. Aliás, nenhum dos top 6 pode dar mole, a não ser, talvez, o Joel Parkinson, que não tem nenhum resultado ruim (das 10 etapas, são computados os 8 melhores resultados).

Pode-se acompanhar o desenrolar do campeonato pelo nosso tuíter, que aparece aí no bloco à esquerda das postagens.

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

WT França 2012 - Resumo final

Em ondas que variaram de 1 a 2,5 metros, difíceis, com bastante correnteza, a etapa francesa foi pródiga em pranchas quebradas, em notas 10 (6 no total) e, antagonicamente, em pontuações baixas - muitas baterias foram ganhas com um total inferior a 10, em um máximo de 20. Um ponto a destacar é a quantidade de gente que optou por pranchas com 4 quilhas, deve ter sido um recorde.

Os Contendores

Adriano de Souza não tem o costume de ir bem nesta etapa, e desta vez não foi diferente: depois de perder para Jadson André na 1ª fase, perdeu para Taylor Knox na repescagem. Pra piorar, caiu uma posição no ranking e agora precisa ir muito bem nas 3 etapas restantes e torcer por tropeços de todos que estão à sua frente. Não vai ser fácil.

Mick Fanning, que liderava o tour, foi outro que tropeçou ao perder para Dane Reynolds, convidado da Quiksilver, na 3ª fase. Além do Mick, Taj Burrow também vacilou e perdeu na mesma fase para Kolohe Andino - que chegou ao 5º lugar, seu melhor resultado até agora.

Todos os outros postulantes ao título chegaram às semi-finais: John John perdeu do Dane e Joel perdeu pro Slater, que conseguiu sua segunda vitória seguida e terceira este ano. Com estes resultados, Joel passou a ser líder do ranking, seguido por Slater, Fanning, John John, Taj e Mineirinho.

Os brasileiros

Jadson, Alejo e Medina, vencedor desta etapa ano passado, foram os que conseguiram evitar a repescagem, onde Mineiro, Heitor e Wigolly perderam. Apenas Miguel Pupo conseguiu avançar, e foi, junto com Medina, até as quartas de final. Com este resultado, Pupo subiu 5 posições no ranking - foi para a 16ª posição -, e Medina entrou para os top 10. Jadson e Alejo, talvez o Heitor também, precisam de resultados decentes nas próximas etapas para continuar na elite.

Para (re)ver as baterias, clique aqui.

A próxima etapa será em Peniche, Portugal, onde Mineiro ganhou ano passado em uma bela final contra Slater, e começará dia 8.

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

O Brasil é uma canção

Saiu no site da surfing algo como uma revista virtual de 86 páginas com imagens bacanas do Brasil, principalmente Rio e Fernando de Noronha. O autor da dita cuja pede que compartilhemos.

Brazil is a Song by SURFINGMagazine.com

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

WT França 2012 - prévia

Após apenas uma semana, começa a perna européia do World Tour, e a primeira parada é na França. Amanhã, dia 27, será o dia da triagem que definirá o wild card do evento - há apenas uma brasileiro, o Wigolly Dantas, que está razoavelmente perto de se classificar para o WT. A janela de espera do evento principal começa sexta-feira, que ainda conta com shows, skate e o lançamento do projeto Surfers for Africa, cuja patrona é a 5x campeã mundial Stephanie Gilmore.

Pra quem não conhece, a França é famosa pelos seus fundos de areia e ondas que variam muito de formação conforme a maré, e que podem funcionar muito bem de meio a 4 metros. No vídeo é possível ter uma boa noção. A maré também influencia a distância da arrebentação de uma maneira bizarra: na cheia, quebram a 5 ou 10 metros da beira; na vazia, até 100 metros. No decorrer dos anos, chegou a haver duas etapas, que aconteceram ora em Hossegor, ora em Bizarritz ou Lacanau.

Muitos brasileiros costumam ir bem nesta etapa.  Em 1991, Fábio Gouveia ganhou do Martin Potter; 1994, Flávio Padaratz em Hossegor, e Ricardo Tatuí em Biarritz; 1995, Victor Ribas, em Lacanau; 2002, Neco Padaratz (fez a final contra Andy Irons, de quem perdeu, também na final, em 2003). Ano passado o vencedor foi Gabriel Medina, e dele se espera uma nova atuação de gala.

Vamos ver no que dá =)

terça-feira, 25 de setembro de 2012

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

WT Trestles 2012 - resumo

Terminou ontem o Hurley Pro, realizado em Trestles, Califórnia. Vencido por Slater pela 6ª vez, marcou a 50ª vitória do careca em 76 finais, recorde absoluto. Ele, que estava em 4º no ranking, subiu uma posição e fica mais perto de um possível 12º título mundial; empatou a disputa pessoal com Joel Parkinson, quer foi vice nesta etapa: 5 vitórias pra cada um.

Joel Parkinson, aliás, só chegou à final por ter sido sobrevalorizado pelo juízes. Muitos profissionais questionaram sua vitória na bateria contra Jordy Smith nas quartas de final. Ganhou uma penca de notas 9+, quando algumas deveriam ser na casa dos 8 pontos. O que lembra a uma crítica que à ASP que não é nova: surfistas veteranos são 'protegidos' pelos juízes.

Além dos veteranos, a ASP também elege alguns queridinhos, como o Julian Wilson. O australiano surfa muito e é bom competidor, mas ganhou injustamente a bateria da 2ª fase, em cima do Jadson André, na última onda.

Os brasileiros
Alejo Muniz diz ainda não ter se recuperado completamente de uma contusão (tornozelo, eu acho), mas surfou muito bem. Pena que deu um certo vacilo na 3ª fase, justamente contra J. Wilson - dessa vez, sem controvérsias. Heitor Alves, a quem os juízes sempre dão notas mais baixas do que ele merece, fez a manobra do evento, um rodeo flip, mas também perdeu na 3ª fase. Miguel Pupo caiu muito da prancha e terminou em 25º.

Mineirinho foi, mais uma vez, o brasileiro com a melhor colocação: 3º lugar. Surfou muito em quase todas as fases, em especial nas quartas, quando venceu o Gabriel Medina, mas não encontrou as ondas na semi-final, quando perdeu pro Parko. Serviu pra manter-se perto dos líderes e subir uma posição no ranking, de 6º para 5º.

A próxima etapa será na França, de 28 de setembro a 8 de outubro.

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Surfer Poll 2012

Começou o período de votação para os (e as) surfistas mais populares do planeta. O evento foi criado pela revista surfer e está em sua 43ª edição. Nunca um brasileiro foi agraciado com o 1º lugar, mas isso está perto de mudar, já que a nossa popularidade e reconhecimento só faz crescer. Pra colaborar com a galera tupiniquim, acesse o link e vote ;-)

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Surf, Cerveja, Rock & Educação

O que surf tem a ver com educação? Quanto mais educados os surfistas, mais tolerável será o crowd.

O que cerveja tem a ver com educação? Elimina-se os bêbados sem noção (espera-se) e sobram os apreciadores e bêbados com noção.

O que rock (música em geral) tem a ver com educação? Elimina-se os justin biebers e afins com suas letras(?) patéticas do 'hit parade'.

Acima de tudo isso, com educação/instrução é de se esperar que os políticos corruptos não ganhem votos suficientes para elegerem-se.



segunda-feira, 27 de agosto de 2012

WT Taiti 2012

Hoje terminou a 5ª etapa do World Tour 2012, que teve lugar em Teahupo'o, Taiti. O vencedor foi Mick Fanning, campeão mundial em '07 e '09, primeiro australiano neste século a ganhar a etapa - o último foi Occy, em 1999.

 Dos brasileiros, o destaque maior foi o trialista Ricardo dos Santos (vide postagem anterior, Atualização das competições), que foi barrado pelo Fanning nas quartas de final, mesmo tendo somado 18,64 pontos (o máximo é 20). Antes disso, porém, derrotou grandes nomes do circuito como Taj Burrow e Jordy Smith, mas o que gerou comentários mundo afora foi a vitória sobre Slater. Tal façanha foi conseguida na última onda, surfada quando o cronômetro apontava 10 segundos(!) para o fim da bateria. Outro feito memorável foi ter sido agraciado com o Andy Irons Reward, um prêmio importante entregue ao surfista mais 'atirado' da etapa. Quem não sabia quem era o Ricardo, agora sabe.

Gabriel Medina foi outro que parou nas quartas de final - não encontrou nenhuma onda boa, ao contrário das fases anteriores, quando detonou geral e chegou a ganhar (mais um) 10. O resto da galera não foi bem: Adriano, Pupo e Alejo terminaram em 13º lugar; William Cardoso e Jadson André ficaram em 25º.

A próxima etapa será em Trestles, Califórnia, de 16 a 22 de setembro.

domingo, 19 de agosto de 2012

Adão e o Bar

Um amigo há tempos me chamava para conhecer o Bar do Adão da Barra (Rio). Já conhecia, meio que por acaso, o do Grajaú, onde começou, em 1990. Até que um dia, ontem, mais precisamente, calhou de ir lá.

O padrão do serviço se mantém bom, os garçons não são frios e impessoais como os do Belmonte, os pastéis idem. A cerveja (quando há, nunca peço chopp) estava bem gelada, mas é pena que não haja uma maior diversidade - não precisa encher-se com mil rótulos diferentes, mas um pouco de vareio sempre cai bem.

Outro ponto forte são as caipirinhas e caipivodkas. Nenhum sabor inusitado, mas todas as que eu e amigos/as bebemos estavam acima da média.

Como quase todos os lugares do Rio, se chegar entre 21h e 23h, fica difícil encontrar lugar pra estacionar por perto, mas é bem menos pior que na zona sul. Só pra finalizar, eles dizem fecham após o último cliente pedir a conta, e comprovei que isso é sério =)

terça-feira, 14 de agosto de 2012

BWWT Pico Alto

Ken Collins. Foto: olasperu.com
Carlos Burle ganhou a etapa - e agora lidera o ranking do BWWT. Infelizmente, os outros brasileiros perderam na 1ª fase, mas faz parte - o atual campeão mundial e vencedor desta etapa no ano passado, Peter Mel, teve o mesmo destino.

O mar começou devagar, as ondas demoravam um tanto a aparecer, mas foi melhorando ao longo do dia. As séries pareciam ter de 15' a 20', mas eu não entendo muito de ondas deste tamanho. O locutor podia ter ajudado nesse ponto, mas não o ouvi tocar no assunto nenhuma vez.

Como todo campeonato de ondas (muito) grandes, houve várias vacas memoráveis, mas nada que acarretasse algum acidente de maiores proporções: um corte no rosto do local Rafael Velarde, e o nariz quebrado do americano Ken 'Skindog' Collins (terminou em 3º), que foi o único, de um total de 24 competidores, a quebrar uma prancha. Quanto aos destaques, fora os finalistas, um deles foi o português João de Macedo, com um tubo de backside - feita nada fácil quando se surfa com uma prancha com cerca de 3 metros.

A próxima etapa será a de Mavericks (Califórnia), e o período de espera é de 1º de novembro a 31 de março.

Atualização de competições

É bem provável que hoje comece a etapa de Pico Alto, no Peru, pelo Big Wave World Tour - as ondas estão em torno de 20' a 25'. O site tá meio confuso, mas a página do campeonato no facebook mostra a tabela das baterias: Felipe Cesarano e Danilo Couto na 2ª, Carlos Burle  e Marcos Monteiro na 3ª.

A partir de 5ª-feira (16/08) começa o período pra realização da etapa da ASP em Teahupoo. As triagens terminaram ontem, e foi a primeira vez que alguém ganhou por 2 anos seguidos. Ricardo dos Santos deverá competir contra Fanning ou Slater, e tem boas chances. Bruno Santos parou na semi-final, e está fora do campeonato (só entram os 2 melhores).

sábado, 4 de agosto de 2012

A dose e a falta de tempo

Há tempos não parava em um bom pé-sujo no centro da cidade. Nestes tempos em que os pés-limpos cobram cada vez mais por menos, não dá pra esquecer destes ambientes em que se bebe em pé, vemos o movimento enquanto trocamos dois dedos de prosa com os outros fregueses e, como no meu caso esse dia, esperamos a hora chegar de ir a outro lugar.

Como não faltava tanto pra essa hora, pedi uma cerveja e uma dose de steinhaeger, que veio muito bem servida, no bar Coma Bem, no Beco dos Barbeiros. Apesar de movimentado, pois era uma sexta-feira, estava longe de ser a multidão do Arco dos Teles ou da Lapa.

Se fosse a um pé-limpo, teria que me sentar à mesa, esperar a boa vontade de um garçom e, depois, esperar pela conta - certamente de 70 a 100% a mais que no bar. Enquanto houver pressa, os pés-sujos são um bem necessário.

terça-feira, 31 de julho de 2012

US Open

O US Open é um evento que reune surf masculino e feminino, tanto júnior quanto sênior, além de skate e shows de bandas diversas. Acontece em Huntington Beach, Califórnia, e provavelmente é o evento de maior público no circuito mundial, embora, no caso do surf masculino, seja um campeonato prime, ou seja um dos 8 principais da divisão de acesso. Quanto ao surf feminino, é a última etapa do circuito principal, cujo título foi decidido na etapa anterior e ficou, pela 5ª vez, com a Steph Gilmore.

Apesar de ser uma etapa de prestígio, as ondas por lá não são das melhores, muito curtas até mesmo para serem consideradas prime. Mas, os americanos, reis do marketing, a tornaram uma das mais importantes, tanto que 30 dos top 34 estão competindo lá.

Muito se espera dos brasileiros. Filipe Toledo, até então desconhecido pelos gringos, foi campeão júnior ano passado. Shea Lopez, colunista da renomada revista surfer, publicou em sua coluna que apostou suas fichas no Adriano Mineirinho. Durante a transmissão, P.T. (campeão mundial em 1976), Barton Lynch (campeão em 1988), não pararam de elogiar os brasileiros como um todo, e, em especial, o Gabriel Medina, além de Toledo e Mineiro. Vamos ver no que dá.
Atualização (05/08): Julian Wilson ganhou o campeonato ao derrotar Miguel Pupo, que derrotou o Slater na semi-final. Gabriel Medina ficou em 3º, Mineirinho e Filipe Toledo em 5º, Jesse Mendes em 9º. No feminino, a vencedora foi Lakey Peterson.
Apesar do quem um dos locutores disse, já tivemos um campeão em Huntington: Neco Padaratz, que ganhou do Fábio Gouveia, e ainda tivemos o Victor Ribas em 3º. Isso foi em 1999, e era etapa do WCT.

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Jon Lord - Da Escuridão para a Luz


Aos 71 anos, a causa da sua morte foi apontada como embolia pulmonar. Certamente ainda surgirão muitas mensagens de pêsames, mas, para os fãs, as principais são as das bandas em que ele tocou.
Do Deep Purple: "Um gigante entre os homens".
Do David Coverdale (Whitesnake): "Todos os membros do Whitesnake expressam suas condolências à família, amigos e fãs de Jon Lord. Foi uma absoluta alegria e prazer conhecer e trabalhar com ele ao longo dos anos. Já sinto sua falta".

sábado, 14 de julho de 2012

5x Steph

Novamente no topo do pódio, mais uma vez campeã mundial, de novo campeã com uma etapa de antecipação. Novamente imbatível, mais uma vez liderou o tempo todo, de novo bateu recordes.

Não importa qual o esporte, é muito raro alguém tornar-se 5 vezes campeã(o) mundial. A concorrência está mais forte, mas ela também, fisica, psicológica e tecnicamente. Das 6 etapas disputadas até agora, de um total de 7, ela venceu 3, foi vice em Bells Beach e ficou em 5º lugar no Brasil e em Dee Why (Austrália). 

Nascida a 29 de janeiro de 1988, Stephanie Gilmore  passou por um trauma psicológico e físico  ano passado que acabou por derrubá-la do trono e encerrou a (primeira?) sequência de títulos. Na entrega do troféu à campeã da temporada passada, Carissa Moore, Steph disse algo como "estou só te emprestando". Dito e feito.

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Tito Rosemberg e Surfer's Journal

Ontem foi o lançamento do The Surfer's Journal Brasil e do livro Arpoador Surf Club de Tito Rosemberg na famosa Livraria Argumento (Leblon, Rio de Janeiro). Como ando sem $$, não comprei, mas dei uma olhada e a restauração das fotos antigas me pareceu mais do que satisfatória. A livraria ficou bem cheia, o que fez o Tito pensar em organizar uma tarde de autógrafos em algum lugar aberto, provavelmente o Arpoador. Tomara.

Tito Rosemberg

Versão brasileira do Randy Rarick

A argumento ficou cheia.


Autógrafo

Wilson Viking e Fred D'Orey

Uniforme?

terça-feira, 5 de junho de 2012

Surf e a evolução do ser

Quem lê publicações surfísticas já deve ter se deparado um sem número de vezes com frases que remetem a aspectos espirituais na prática do surf. Pois bem, quando li o texto abaixo, cujo autor não tem nada a ver com o esporte dos reis, não pude deixar de relacionar os dois (surf e espiritualidade). Para os que não crêem, pode-se encarar como uma visão para evolução rumo a plenitude, ao übermensch.

por Oscar C. E. Quiroga
Alinhar o maravilhoso mundo dos pensamentos em que nossa humanidade se refestela com elevação e vileza com a prática cotidiana de todos aqueles atos necessários e obrigatórios, eis a fórmula da qual depende a vivência de uma intensidade com a qual sempre sonhamos, mas que raramente fazemos acontecer.

O processo se chama de alinhamento e consiste em pensar no que você está fazendo, desejar o que está fazendo e fazer o que está fazendo.

Porém, o normal é pensarmos uma coisa, desejarmos outra diferente enquanto fazemos uma terceira que não tem nada a ver com as anteriores perspectivas. No máximo do alinhamento, duas dimensões poderão estar integradas, mas sempre restará uma dessas fora de sincronia.

Nos momentos em que conseguimos, sequer por um instante, o alinhamento total, experimentamos glória e nos sentimos colossais, mesmo que na prática isso signifique abrir a tampa de uma garrafa. O ato pode ser banal em si, mas o envolvimento nesse o torna importante.

Uma vez experimentada essa situação nunca mais conseguimos ser os mesmos banais de antes, já fomos tocados por uma elevação que servirá de orientação para todos nossos objetivos, desejaremos ardentemente experimentá-la mais uma vez e assim por diante até chegar o dia em que viveremos o tempo inteiro com a mente, a emoção e o instrumento corporal alinhados, servindo um Plano Maior e, ao fazê-lo, prestaremos serviço ininterrupto a todos os outros reinos também.

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Punk Rock, Henry Rollins, Sonic Youth

Este não é um vídeo só pra compensar não termos postado nada nos últimos 17 dias, é uma entrevista curta com o Henry Rollins sobre como a "atitude punk" pode ser bitolada, especialmente pelos velhos nostálgicos. Dá graças aos Céus pela existência do Sonic Youth (nós também), entre outras coisas. Obs.: Não sei de quando é o vídeo, mas, com certeza, tem um tempo. E não tem legenda...

domingo, 13 de maio de 2012

Música: The Black Keys

Dupla americana (Akron, Ohio) de blues-rock formada pelo vocalista/guitarrista Dan Auerbach e pelo baterista/produtor Patrick Carney em 2001. Há uma penca de outros vídeos no site deles.

quarta-feira, 9 de maio de 2012

WT Rio 2012

Hoje começou no Arpoador a etapa brasileira do World Tour masculino e feminino. Conforme o comportamento das ondas, poderá rolar também no postinho da Barra ou no Canto do Recreio. Após sua finalização, escreverei outra postagem. Por enquanto, maiores comentários em nosso twitter
Enquanto o site do campeonato enfrenta problemas técnicos, uma solução é assistir pelo TV Online.

segunda-feira, 7 de maio de 2012

As mulheres no World Tour

Muito se tem dito sobre a evolução do surf feminino nos últimos cinco anos. Até a metade da década passada, era comum dizer: "Ela surfa bem, para uma mulher". Hoje, em qualquer condição de mar até 3 metros, elas surfam tão bem quanto alguns dos caras do circuito masculino e muito, muito mais do que a maioria de nós, mortais.
Uma diferença, porém, é muito grande entre as elites masculina e feminina. Entre os homens, é comum atletas ter por volta dos 30 anos (Kelly tem 40). Entre as mulheres a faixa etária é bem menor, a maioria tem 19, 20 anos.
Abaixo, algumas das moças que ajudam a diminuir a quantidade de testosterona nos campeonatos de surf e que estarão na etapa carioca do World Tour (WT), que começará depois de amanhã.

Stephanie Gilmore

Happy Gilmore, como também é conhecida por ter sempre um sorriso no rosto, é uma australiana veterana aos 24 anos de idade. Ganhou seu primeiro título no mesmo ano em que estreou no circuito, um feito inédito, à exceção da primeira campeã, é claro. Ganhou nos 3 anos seguintes, quebrando vários recordes pelo caminho. Ficou no lugar mais alto do pódio em 20 etapas do WT e em 11 do WQS.

As brasileiras: Silvana Lima e Jacqueline Silva

As mulheres do Brasil tiveram posições melhores no circuito que os homens. Enquanto Victor Ribas ainda é o brasileiro que alcançou a melhor colocação (3º lugar), nossas heroínas foram vice-campeãs - Silvana em 2008 e 2009, e Jacqueline em 2002 (ela também é bi-campeã do WQS). Silvana, possivelmente a quem mais dá aéreos, estreou na elite em 2005, venceu 3 etapas do WT e 8 do WQS. Jacqueline, de manobras mais clássicas, estreou em 1999, venceu 2 etapas do WT e 10 do WQS.
Sofia Mulanovich

Sofia Mulanovich

Sofia é a primeira e única campeã vinda da América so Sul. Peruana, entrou para a elite em 2003 e venceu o tour no ano seguinte. Venceu 10 etapas do WT e 6 do WQS. Aos 29 anos, é, depois da Jaqueline, a que está há mais tempo no circuito. Surfa com bastante power, é melhor do que quase todas quando surfa de costas para a onda, mas corre o risco de ficar um pouco ultrapassada.

Laura Enever

Laura, mais uma australiana de 20 anos, foi campeã mundial júnior em 2008. Entrou para o WT ano passado, tendo ficado com o 10º lugar no ranking final. Venceu apenas uma etapa do WQS, mas costuma ter bons resultados. Melhorou muito seu surf do ano passado para este, e é boa competidora.

Courtney Conlogue

A californiana de Santa Ana estreou no World Tour ano passado, e terminou em 8º lugar. Este ano teve sua primeira vitória no Commonwealth Bank Beachley Classic, na Austrália. No WQS, porém, vence campeonatos desde seus 14 anos (completará 20 em agosto).Também foi campeã em 2008 do NSSA e medalha de ouro no ISA World Championships, Costa Rica, em 2009.

Carissa Moore

Atual campeã, a havaiana Carissa ganhou em todas as categorias quando competia na NSSA. Entrou para o WT em 2010,  venceu 6 etapas do WT e 2 do WQS.

Coco Ho

Filha do lendário havaiano Michael Ho, Coco é consistente, mas ganha poucos campeonatos: 1 etapa do WT e 3 do WQS. Estreou em 2009 e terminou o ano em um surpreendente 4º lugar. Assim como a Carissa, sendo de onde é, destaca-se quando o mar está grande.

Bethany Hamilton

Surfar não é algo fácil, mesmo quando se possui um 'corpo perfeito'. Muitos desistiram por não levar jeito pra coisa. Imaginem sem um dos braços. Bethany consegue, e muito bem, sem concessões; algumas de suas manobras lembram uma mistura de Tom Carroll com Occy, segundo Pottz. Não o suficiente para torná-la campeã mundial, mas o bastante para mantê-la sob os holofotes, ainda mais com a ajuda do filme Soul Surfer, que conta sua história e como perdeu seu braço (para um tubarão!). Ainda compete só no WQS.

Para ver as outras participantes do WT feminino, é só clicar aqui.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

ISA World Juniors Championship 2012

O campeonato a que se refere o título aconteceu no Panamá, na Playa Venao (lado do Oceano Pacífico). O interessante é o foco dado no resultado dos países, no 'jogo de equipe'. Enquanto o World Tour é composto por surfistas de meia dúzia de países, aqui há muito mais, e alguns causam surpresa por fazer parte da competição, como a Suíça.

Ranking dos países

Ouro: Hawai'i
Prata: Austrália
Bronze: Brasil
Cobre: EUA
5. Japão
6. França
7. Peru
8. Portugal
9. África do sul
10. Nova Zelândia
11. Costa Rica
12. Taiti
13. Argentina
14. Grã-Bretanha
15. Venezuela
16. Barbados
17. Panamá
18. México
19. Alemanha
20. Equador
21. Uruguai
22. Porto Rico
23. El Salvador
24. Espanha
25. Guatemala
26. Jamaica
27. Itália
28. Chile
29. Canadá
30. Suíça
31. Nicarágua

Resultados individuais

Feminino sub-18
Ouro: Dax McGill (HAW) - 12.60
Prata: Ellie Jean Coffey (AUS) - 9.20
Bronze: Tatiana W-Webb (HAW) - 8.53
Cobre: Mahina Maeda (HAW) - 8.24

Masculino sub-16
Ouro: Kalani David (HAW) - 13.50
Prata: Takumi Nakamura (JPN) - 13.40
Bronze: Noe Mar McGonagle (CRC) - 11.34
Cobre: Josh Moniz (HAW) - 11.17

Masculino sub-18
Ouro: Matheus Navarro (BRA) - 16.93
Prata: Deivid Silva (BRA) - 16.83
Bronze: Vasco Ribeiro (POR) - 11.77
Cobre: Joshua Hay (AUS) - 11.37

quinta-feira, 29 de março de 2012

BWWT 2011/2012

Hoje foi encerrada a temporada 2011/2012 do Big Wave World Tour. Em um ano de fracas condições (é preciso haver ondas surfáveis de pelo menos 8 metros), só duas etapas foram realizadas: a de Punta Lobos (Chile), vencida por Marcos Monteiro, e a de Pico Alto (Peru), vencida por Peter Mel, que sagrou-se campeão do circuito. Marcos, bombeiro alocado em Saquarema, ficou em 3º no ranking final. Felipe Cesarano, o Gordo, ficou em 6º, e Carlos Burle, o primeiro campeão do BWWT, terminou o ano em 18º.
A temporada 2012/2013 começa oficial em 1º de abril. Esperamos que, com a ajuda de Poseidon e Iemanjá, nesta temporada todas as etapas sejam realizadas.

sexta-feira, 9 de março de 2012

Cerveja e os sertanejos

Nestes tempos em que muito se critica os maus-tratos aos animais, a quem vive longe da cultura sertaneja soa como um tiro no pé o patrocínio da Brahma a eventos de rodeio pelo interior do país. Mas não é. Faz um sucesso enorme, e sempre tem shows de artistas que não são citados neste blog nem em qualquer outro que fale de roquenrôu.
Muitos das grande cidades conhecem o interior e entendem como funciona por lá. Ainda assim, ver esse tipo de coisa incomoda. E sei que muitos outros, os que não conhecem, também se incomodarão, e é por isso que coloco a imagem abaixo.

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Uma cerveja e o ballet

Já que o dia 29 de fevereiro é incomum, um vídeo incomum: homens em aulas de ballet é algo tido como suspeito. A marca de cerveja Isenbeck pensa diferente (e viva a diferença).

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Carnaval 2012 [2]

Acabou-se e foi bonzinho enquanto durou. Deu onda no sábado, a água estava bem fria, o sol bem quente, o trânsito não ficou tão ruim quanto se esperava, alguns blocos foram bacanas, a mulherada se fez presente e por aí vai.
Pena que a qualidade da cerveja patrocinadora do carnaval tenha ficado abaixo da média, tão ruim quanto as piores do mercado, algo já esperado quando, pra atender a demanda, altera-se a maneira de produzi-la. Outro ponto fraco foi a qualidade do som de vários blocos, inclusive o do Sargento Pimenta, citado na postagem anterior.
Entre mortos e feridos, salvaram-se e divertiram-se todos, que é o que importa.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Carnaval 2012 [1]

A moça da foto, assim como o título deste blergh não faz nenhuma alusão ao carnaval. Mas isso não importa, que interessa é a diversão. E, para garantí-la, há alguns blocos que tocam rock, como o do Sargento Pimenta e o Clube dos Corações Solitários (como o nome diz, o repertório é Beatles). Então, um bom carnaval a todos e vamos que vamos =)