quinta-feira, 22 de julho de 2010

África do Sul

Jeffreys Bay, África do SulJeffrey's Bay. Uma das melhores ondas do mundo. Fundo de pedra, água gelada, visitada por tubarões brancos, baleias e golfinhos. Fica a oeste de Porto Elizabeth, na província de Cabo Oriental.

A partir de meados dos anos 1980, o campeonato de surf de lá passou a ser boicotado por causa do apartheid, perdendo importância no cenário mundial. A coisa era tão feia na era pré-Mandela, que o Ian Cairns, um dos fundadores da ASP, no relato sobre o lugar, conta que o racismo dos afrikaners é tão forte que mesmo ele, um branquelo australiano, não era bem visto por lá.

O evento deste ano, no fim de semana anterior, foi histórico para o pessoal de lá, pois desde Shaun Tomson, campeão mundial em 1977, um representante do país não ganhava um campeonato sequer. O vencedor da prova deste ano foi o Jordy Smith, líder atual do ranking e que já era uma promessa há 2 anos atrás.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Ravache Gold - cerveja Premium?

Como diria um amigo, a vida prega peças. Depois de um começo moroso, o ano pegou fogo: estava desempregado e arrumei um serviço que dá mais trabalho do que dinheiro, tive algumas contusões, fiquei doente, fiz uma endoscopia e o meu carro pegou fogo. Não preciso dizer mais, né? Depois de tudo isso, as coisas vão se arrumando. É parte do método Poliana de ver a vida. Por isso achei que seria bom gastar um pouco mais com uma cerveja bacana. Ledo engano.

Comprei a Ravache Gold 600 ml (produzida pela Guitts) mais pelo preço (R$ 3,90) e pela curiosidade do que qualquer outra coisa. Afinal, a minha situação não poderia piorar, gastar um pouco mais no mercado para experimentar uma cerveja nova não me faria mal. Antes de abrir a dita cuja dei uma olhada na Internet para ver do que se tratava, ela segue a Reinheitsgebot (a lei alemã de pureza da cerveja), é produzida com maltes importados e água da Serra dos Cristais. Não sou afeito a grandes conhecimentos de gastronomia ou harmonização, mas ouvir a voz do povo vale a pena. Numa avaliação de Internet, essa cerveja leva 2 ½ estrelas. Até aí, tudo bem. Em época de dificuldades já bebi Santa Cerva e outras menos cotadas.

Na sexta-feira pela manhã, coloquei a garrafa na geladeira (pelo que li tem que beber numa temperatura de 6º ou 7º).

No início da noite desse mesmo dia, parti para o abraço. Eu gosto de cerveja, isso não é novidade nem jamais fiz segredo disso, mas gosto de uma cerveja boa ou pelo menos honesta. A Ravache Gold deixou a desejar, me senti enganado. O sabor parece um tanto falso, é amarguinha no começo, mas termina aguada. Ela lembra a Devassa (depois que foi comprada pela Schincariol), o primeiro sabor que se sente é o do malte, o resto é água. Tentei dar outra chance para a pobrezinha, segundo os “gurus” do Brejas a bebida ganha mais corpo se esquentar um pouco no copo. Não deu muito certo, não. Ainda me senti enganado.

Pesquisei um pouco mais sobre o fabricante e descobri que a Guitts é o braço alcoólico do guaraná Convenção. Seguindo o método Poliana de ver a vida, poderia ser pior, essa cerveja poderia ser feita pelo guaraná Pakera. Compreendo a questão de reposicionamento de mercado etc. e tal, mas se ela é produzida com matérias-primas importadas, a culpa nem deve ser do mestre-cervejeiro, não, deve ser da água de Jundiaí.

Nossa redação jura de pé junto que o leite de soja foi posto ali para denegrir nossa imagem.