quarta-feira, 31 de março de 2010

Sepultura Weiss

Ontem vi no jornal que a empresa Fábrica do Chopp lançou uma cerveja comemorativa Sepultura Weiss para celebrar os 25 anos do grupo. Pelo que vi no kit de lançamento a cerva é de trigo (dããããããã, blogueiro babaca... é Weiss, né?) puro malte e ainda tem uma pequena descrição do produto.
Aparência: Amarelo escuro, bastante turva, boa formação e duração de espuma.
Aroma: Cravo intenso, banana e malte. Leve tutti-frutti.
Paladar: Doce de malte no início, seguido por citríco, condimentado e picante. Corpo leve.

Pensando aqui com meus botões, cravo, banana... tutti-frutti??? Que porra é essa? Já estou de saco cheio de fazerem da boa e velha cervejinha um novo produto chique. Querem fazer do bebedor de cerveja um novo enochato. Lembro de uma conversa com uma amiga, “Pô, esse pessoal de vinho é muito mala. No rótulo de uma garrafa tava escrito ‘aroma complexo’. Que raios é um aroma complexo?” Faço minhas as palavras dela, e agora imagino como seria a descrição de uma cerveja do Ratos de Porão.
Aparência: líquida e cor de cerveja.
Aroma: complexo (peido, angu e feijão).
Paladar: é melhor nem pensar.

segunda-feira, 29 de março de 2010

Tubo

O amigo Cesinha postou isso no facebook.
Vale muito a pena.
Stephan Figueiredo mandando bala.
abraços

Eleição no clube, porrada e uma cervejinha (porque ninguém é de ferro).

Ontem fui votar na eleição da nova diretoria do clube de que sou sócio. Eleição em clube é um negócio, no mínimo, engraçado. Eu faço natação de terça a sexta na hora do almoço. Por causa do horário fiquei conhecendo os outros sócios (uns seis ou sete) que malham na mesma hora e, de modo geral, o local vive vazio. Mas no domingo o clube tava apinhado de gente, tinha sócio saindo pelo ladrão.
Cheguei às 9h30min e o couro já tinha comido, o presidente da mesa acertou um direto no nariz de um dos integrantes da chapa de oposição. A turma do “deixa disso” logo entrou em cena, mas os ânimos estavam exaltados. Esperei as coisas ficarem mais calmas e me alinhei para votar. O bate-boca voltou e a oposição retirou a candidatura, mesmo assim ainda tinha muita gente lá fazendo onda. Fiquei conversando com outros seis sócios que conheço, e bebemos umas cervejas, aí sim a coisa ficou bacana. Não apenas pela cerveja, mas o sujeito que tomou o cachação apareceu com a polícia. Eu queria mesmo ver o circo pegar fogo, mas prossegui quietinho no meu canto. Pouco depois o presidente da mesa, o cabeça da chapa da situação e uns outros caras foram para a delegacia.
Deu mais um tempo, o sétimo conhecido apareceu e perguntou: “A merda já aconteceu?”. Fiquei meio espantado de como ele sabia que tinha dado merda. “Meu filho, eleição em clube é sempre assim, as cagadas surgem no início e no fim. Por isso que cheguei agora (meio dia)”, disse ele. Seguindo o conselho do nobre colega, bebi mais uma cerveja e piquei a mula.

domingo, 14 de março de 2010

Jet Ski

jet xícara sem noção
Penso que não apenas os surfistas, mas também diversos outros frequentadores de praia têm a convicção de que os usuários de jet ski querem apenas aparecer. Quando aparece um, todos notam sua presença, seja pelo barulho, por espantar os peixes ou por estragar as ondas. Deve existir uma meia dúzia que realmente gosta da parada, mas não poderia deixar de 'homenagear' um dos tipos mais sem noção de todos os litorais =) [foto tirada de um post antigo do blog Inside the Gold Mine, mantido pela galera do Australia's Surfing Life Magazine]

sexta-feira, 12 de março de 2010

Deixa a loura rebolar!!!!!


Lendo os jornais vi que o Conar (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária) proibiu a veiculação do comercial da cerveja Devassa com a Paris Hilton. Motivo? Acho que não teve. Foi uma coisa muito estranha. No Globo, mostra que o órgão “recebeu denúncias de consumidores e de associações ligadas às mulheres”. Era algo como preservar o direito da mulher, evitar fazer da mulher um objeto, ou qualquer coisa assim. Bem, o comercial taí no youtube para quem quiser ver.

De acordo com o artigo “Devassa da devassa”, publicado no caderno Mais da Folha de São Paulo de O7/03/2010, de Renato Janine Ribeiro, a mídia exalta a atuação do Conar quando se fala em regular os excessos da TV sem intervenção do Estado, mas ninguém pensa na atuação desse órgão quando o negócio é regulação social. Ainda segundo o autor, existe uma certa discrepância entre as resoluções do Conar: o Conselho de Enfermagem venceu uma batalha, as profissionais do ramo não podem ser vistas como mulheres fáceis, mas os psicólogos podem ser ridicularizados, pois as propagandas não são nada além de engraçadas. Pelo artigo, “tudo depende do grau de mobilização dos que se sentem ofendidos”. (Foi mal, mas não consegui encontrar um link para a matéria da Folha.)

Lendo o texto entendi que o grande barato é: o que é politicamente correto e aceitável na propaganda e na vida social brasileira?

Vamos abordar essa questão de forma rápida! Quem já viu o comercial? Eu vi. Não achei nada de mais, nada diferente do que vi num programa matutino de TV, hoje, tomando café na padaria: um monte de mulher de minissaia rebolando e mostrando a calcinha ao som de forró. Podemos ver isso, mas não podemos ver uma gringa chacoalhando enquanto pega uma lata de cerveja.

Acho que isso tem pouca coisa a ver com fazer da mulher objeto ou com a autorregulamentação publicitária. Faz tempo que ninguém bebe nada em comerciais de cerveja, os atores e atrizes só levantam o copo, corta para outra coisa qualquer e depois eles abaixam o capo e fazem AHHHHHHHHHH!!!!! Dá a impressão de que beberam, mas ninguém viu.

Repetindo o autor do artigo: “tudo depende do grau de mobilização dos que se sentem ofendidos”. Vamos nos mobilizar e fazer uma campanha: DEIXA A LOURA REBOLAR, PORRA!!!!!!

quinta-feira, 4 de março de 2010

O surf, as bases e as mulheres.

Vendo o campeonato de Snapper Rocks pela TV, o Renan Rocha comentou o seguinte: “... realmente... é incrível como um goofy consegue mandar tão bem nessas direitas.”

Começaram os risos.
- O que foi?
- Nada, não. - Respondeu ela.
Os risos prosseguiram.
- Qual foi? ‘Tá rindo do quê?
Uma pausa entre uma risadinha e outra, e:
- Goofy!
- E daí. Qual é a graça?
A resposta foi uma pérola que já devia ser esperada.
- PATETA! - E a explosão das gargalhadas.

Putz... às vezes a gente esquece disso, mas o termo é exatamente o nome do personagem. Mesmo assim, explico o significado.
- Quem coloca o pé direito na parte da frente da prancha é chamado goofy footer.
Pior ainda.
- HAU HAU HAU HAU!!!!! PÉ DE PATETA!
Mas como diria o bom Mike Nelson, personagem de seriado de Aventura Submarina: e eu não sabia que o pior ainda estava por acontecer.
- Então quem coloca o pé esquerdo na frente da prancha é... é... é... Mickey! HAU HAU HAU.
Poderia ter sido ainda mais horrível, Pato Donald. Pelo menos, aproveitei a pausa que ela fez para respirar e digo que não, o nome é regular.
- Você coloca o pé esquerdo na frente, né?
- Isso aí.
- Mas você não é regular.
- Por que não?
- Você mal consegue ficar em cima da prancha por muito tempo. Hau hau hau.
- Êêêêê... devagar aí. ‘Tá achando que é quem? A Pequena Sereia?

Porém, a saída mais honrosa, e menos turbulenta, foi mudar de canal.