quarta-feira, 5 de março de 2014

É carnaval

Quarta-feira de cinzas. Fim de carnaval e agora estamos mais próximos do fim de um verão que teve alguns dias de boas ondas, alguns poucos de excelentes ondas e outros tantos de flat e calor infernal.

Durante o carnaval, até que o calor deu uma amenizada, mas a quantidade de música ruim que temos que ouvir todo ano continua. Por isso achei muito bacana o surgimento do Filhos of the Dark, o primeiro bloco metal do país.

Outro achado foi a versão metal do Lepo Lepo:

Enfim, agora o ano começa de verdade e torcemos para que haja surf, cerveja e rock & roll em abundância para todos.

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

2014

Férias! E no maracanã do surf! E tem onda! Pequenas, meio metro, mas estão abrindo, não há muito crowd e a água está quente. #VamosQueVamos.

A internet por aqui é bem fraca, por isso (e por causa das férias), estaremos offline durante um tempo, mas we will be back. Bom 2014 a todos. =)

domingo, 9 de junho de 2013

Post mortem

Devido a numerosos fatores, não temos conseguido atualizar este blog - por enquanto, a partir de julho isso deve mudar. Mas, enfim, vim expressar minha imensa surpresa ao saber da morte de Jeff Hanneman, guitarrista do Slayer, por problemas com o figueiredo (cirrose). O óbito ocorreu a 2 de maio, às 11h, horário do pacífico.
Surpresa mesmo tive quando ouvi Slayer pela primeira vez no programa de metal (nem lembro do nome...) da Maldita FM; acho que o álbum Show No Mercy tinha acabado de ser lançado, e a DJ colocou uma sequência matadora de Metallica (com o single do Ride the Lightening, tocando a faixa-título e Fight fire with fire), complementando com as faixas do Slayer, Black Magic e Show No Mercy. Dali pra frente, nada foi o mesmo, era muita violência sonora pra ficar passivo, e que me levou, anos mais tarde, a querer ter uma banda também (essa é outra história). D.E.P.

terça-feira, 2 de abril de 2013

Por quem os sinos quebram

Adriano 'Mineirinho' conseguiu a proeza de ser o primeiro brasileiro a ganhar a etapa de Bell's - isso entre los hombres, pois Silvana Lima já tinha realizado o feito em 2009.

O campeonato acontece há 52 anos, e poucos brasileiros conseguiram resultados expressivos por lá. Este ano foi bem diferente: os únicos que não avançaram da primeira fase (não eliminatória) para a terceira perderam para outros brasileiros; Medina perdeu para Raoni e o Mineiro perdeu para Alejo - ambos conseguiram superar a segunda fase, onde os destaques foram o português Tiago Pires e Jordy Smith, apontado por alguns como possível vencedor. Na terceira fase, as únicas baixas foram a de Alejo, que perdeu para Jordy, e a de Medina, que ainda não se recuperou completamente do problema no tornozelo (perdeu para o novato Filipe Toledo). Os destaques, comentados mundo afora, foram as vitórias de Raoni - sobre o atual campeão mundial, Parko -, e do William Cardoso - sobre o Slater. A fase seguinte, também não eliminatória, viu Cardoso e Mineiro avançarem direto às quartas-de-final; Raoni e Filipe tiveram que disputar a quinta fase, em que Filipe deu show.

A presença de três brasileiros nas quartas-de-final foi algo sem precedentes, vários gringos estavam chamando o pico de Bells de Janeiro. Infelizmente, só Mineiro passou, e por cima do bi-campeão Mick Fanning. Ainda assim, Occy e outros comentaristas estrangeiros apostavam mais no Taj e no Jordy. Taj perdeu a primeira semi-final para o outro novato, Nat Young, último goofy remanescente no campeonato. Na sequência, em uma emocionante disputa, Mineirinho superou Jordy por apenas 0,04 ponto. A final foi sinistra: chuva, vento errado, e o mar parecia estar subindo. Adriano conseguiu manter-se à frente todo o tempo, mas sabia que não podia dar mole, e não deu. Faltando uns dois ou três minutos pra acabar a bateria, uma onda gigante surgiu do nada e varreu os dois competidores pro inside, tirando-os de posição. Nat Young remou como um louco pra uma última onda, mas não conseguiu entrar. Depois disso, só festa: Adriano, de tão empolgado, chacoalhou tanto o troféu, que o sino se soltou da moldura do troféu.

Entre os brasileiros, todos foram de bem a muito bem, mas destaco o William Cardoso: o cara perdeu os pais nos últimos 18 meses, só pôde competir porque há três ranqueados machucados (JJF, Fred P. e Miguel Pupo), mas aproveitou a chance e poderá vir a integrar a elite oficialmente após o término da temporada - ele está, atualmente em 16º pelo WT e em 12º pelo World Ranking. Maiores informaçãos, vá ao site da ASP, acho esse sistema meio confuso =P

A próxima etapa será a do Rio, de 8 a 19 de maio, e, assim como em Bell's, faz parte também do circuito feminino.

domingo, 31 de março de 2013

Feliz Páscoa - versão metal

Ficou engraçado, apesar de que poderiam ter trocado a letra por aquela famosa versão:
Coelhinho da Páscoa, que trazes pra mim?
Uma pinga, um chopp, uma garrafa de gim
Coelhinho da Páscoa, que trazes pra mim?
Tudo de bom que havia no botequim

terça-feira, 12 de março de 2013

Cerveja do Iron Maiden

Depois de terminado o mestrado, volto ao blog com essa pequena pérola.
The Trooper - a cerveja do Iron Maiden. Só falatava o Bruce Dickson pegar onda...
lhttp://www.ironmaiden.com/trooper--a-new-premium-british-beer-from-iron-maiden-and-robinsons-brewery.html

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Terra Pesada

Terra Pesada é um documentário em construção sobre a cena heavy metal em Moçambique. Pra se ter uma ideia da dificuldade que a galera passa por lá, apenas 18% do povo tem acesso à eletricidade. Seria bem mais fácil levar um som acústico, também por conta da dificuldade de se conseguir instrumentros decentes, mas os headbangers locais não se deixam abater, apesar de sofrerem o mesmo tipo de preconceito que há por aqui (no mundo todo?).

O documentário é patrocinado por uma pequena fundação de Nova Iorque, mas ainda carece de clique aqui para contribuir com o documentário.


domingo, 13 de janeiro de 2013

Champagne

A Scarlett Johansson agora é garota-propaganda da Moët et Chandon. Um bom motivo pra trocar a cerveja por champagne. Mas há uma pergunta que não quer calar: será que ela gosta de cerveja também?  =)

sábado, 15 de dezembro de 2012

WT Pipeline 2012 – resumo final, Parko campeão mundial

Pipe Maters 2012
O campeonato mais esperado do ano. O ranking final e a (des)qualificação para o World Tour do ano seguinte. A decisão do título mundial.

O formato desta etapa é completamente diferente de todas: a primeira fase é disputada pelos últimos 12 ranqueados no WT, 8 classificados pelo Volcom PipeMasters (uma espécie de triagem), mais 4 convidados pela ASP e patrocinadores – um deles foi Dane Reynolds. Nesta fase Jadson André perdeu para Jamie O'Brien, Ricardo dos Santos venceu Dusty Paine com um belo show e Taylor Knox, mais de 20 anos no tour e ícone do esporte, foi aposentado após perder para Billy Kemper, campeão havaiano em 2010.

A 2ª fase se compôs dos vencedores da 1ª fase mais os ranqueados entre os 13º e 24º lugares. Alejo Muniz perdeu sua bateria para Shane Dorian e suas chances de ser o primeiro brasileiro campeão da Tríplice Coroa Havaiana. Ricardo dos Santos caiu em uma onda importante e perdeu para Bede Durbdige. Miguel Pupo, ao contrário do ano passado, estava bem fisicamente e passou com alguma facilidade por Adam Melling; com esse resultado, o título da coroa ficou com Sebatien Zietz (vide as outras postagens sobre os campeonatos no Hawaii). Heitor Alves caiu contra o defensor do título do Pipe Masters, Kieren Perrow (KP) e cometeu interferência em sua primeira onda, e acabou perdendo.

A 3ª fase poderia decidir o título. Sete dos top 12 perderam, incluindo o favorito, JJF. Adriano de Souza caiu contra Dane Reynolds, que conseguiu a primeira nota 10 e manteve sua invencibilidade contra o Mineirinho. Kolohe Andino, que surpreendeu ao passar pelas duas primeiras fases, teve sua nota mais alta nesta fase, surfou contra Gabriel Medina, que fez a melhor média até então. Miguel Pupo pegou talvez o melhor tubo de um goofy em backdoor e passou por Jeremy Flores, Pipe Master em 2010. Fanning perdeu para Shane Dorian, que também fez os comentários na transmissão, e despediu-se da etapa e não tem mais chances de ser campeão.

A 4ª fase manteve-se como nas outras etapas: não-eliminatória, três surfistas, um qualificado direto para as quartas de final, o restante teve que disputar a 5ª fase. Começou após quatro dias de espera por melhores condições, mas o mar estava bem esquisito, com ondulações de direções diferentes e mexido. O upgrade ficou por conta da presença de Tom Carroll e Gerry Lopez como comentaristas esporádicos. Quanto à competição, Medina e Pupo não conseguiram avançar, assim como o Slater. Josh Kerr, depois de sua bateria, foi ao hospital, ganhou alguns pontos, e voltou pro campeonato.

A 5ª fase os Hobgoods passaram por KP e Dane Reynolds, wild card da Vans e único a conseguir um 10. Medina perdeu por um ponto para o desesperado Yadin Nicol, mas mostrou a que veio, com uma atuação digna de elogios de gente de prestígio. Miguel Pupo teve que encarar o Slater, que o deixou em combinação com 10 minutos de bateria; MP saiu da combinação com um tubaço em Backdoor, mas não conseguiu a segunda nota.

Nas três primeiras baterias das quartas de final as ondas pioraram. Damien Hobgood venceu Zietz, enquanto seu irmão perdeu para Parko; Josh Kerr ganhou de Yadin Nicol, que precisava chegar à semi-final pra se manter no tour; Shane Dorian, wild card da Billabong, e Slater fizeram uma das melhores, senão a melhor bateria do campeonato: 18.74 a 18.20 pro Kelly.

As semifinais foram tensas: Parko e Dammo se revezaram algumas poucas vezes na liderança da bateria, mas, nos últimos 5 minutos, Joel só fez melhorar suas notas, eliminando o último goofy do campeonato; Slater e Kerr tiveram que encarar a que talvez tenha sido a pior meia hora do mar. Josh pegou uma pra Backdoor no primeiro minuto que lhe rendeu 9.20, e todas as outras ondas, inclusive as de Slater, fecharam, e o fizeram perder pela segunda vez, no mesmo dia, para o mesmo cara. Talvez Cheyne Horan tenha torcido para Parko não quebrar seu recorde de 4 vices, mas o fato é que, finalmente, e merecidamente, ele se tornou campeão mundial, e o fez em grande estilo, mesmo com um tanto de champanhe nas ideias, ao ganhar também o Pipe Masters na final contra Kerr, com boas ondas. Sua conquista só não foi maior por não ter sido diretamente contra Kelly na final, como o fez Andy Irons em 2003. Porém, como já disse Nick Carroll, ele é muito bom para não estar lá (na lista dos campeões mundiais).

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Vans World Cup 2012 - Resumo final


Em Sunset as ondas compareceram, chegando a 10 pés. Não estavam das melhores, mas, pra quem está na frente do computador, parecia bacana. Ao contrário da etapa anterior, os havaianos não foram bem, à exceção de Sebastien Zietz. Slater, surfando com uma quadriquilha swallow 5'10", só passou uma fase, assim como vários outros tops.

Os destaques foram Lincoln Taylor, Michel Bourez, Adam Melling, Sebastien Zietz, além dos brasileiros Jesse Mendes, Ricardo dos Santos, Gabriel Medina e Alejo Muniz. Curioso que em uma onda tão difícil de se surfar, 3 deles sejam goofy-footers; aliás, metade dos semi-finalistas são goofies. Ricardo, que estará no Pipe Masters como wild-card da Billabong, foi até as quartas de final. Jesse, 19 anos, mostrou ter se recuperado de uma lesão no tornozelo, derrotou Slater na 4ª fase e terminou na semi final. Alejo surfou muito o evento inteiro até a semi final, quando perdeu em uma bateria que só houve três ondas decentes: duas do Medina e uma do Adam.

A grande final teve a vitória merecida de Adam, que garantiu sua permanência no World Tour, enquanto Medina conseguiu mais um 2º lugar (penso que o terceiro este ano) e aumentou a preocupação dos seus adversários, pois tem conseguido excelentes resultados em lugares onde não se esperava que ele fosse bem; quase conseguiu a virada com um belo, mas não tão profundo, tubo de backside, que o deixou a meio ponto da vitória. Zietz, que venceu a etapa anterior e garantiu sua estréia no WT 2013, terminou em 3º, e Adrian Buchan, mais um goofy, em 4º.

Agora é esperar pelo Pipe Masters, tanto pelo campeonato em si quanto pela (re)qualificação de um punhado de gente.

sábado, 24 de novembro de 2012

Reef Hawaiian Pro 2012 - Resumo final


Este ano as ondas não ajudaram muito, não só por conta do pouco tamanho em quase todos os dias, mas também pela qualidade abaixo da média - a direção da ondulação não era a melhor. De um modo geral, os havaianos foram os melhores, sendo que havia 3 deles na final: o vencedor Sebastien Zietz, o vice John John Florence, Fred Patachia em 3º, mais o argentino naturalizado brasileiro Alejo Muniz em 4º.

Houve também 2 baterias do Clash of the Legends. Este ano os escolhidos foram Kaipo Jaquias, havaiano e o único dos 4 a não ter sido campeão mundial, Occy, Tom Curren e o vencedor Sunny Garcia. Sunny e Occy também competiram no evento principal, e terminaram em 5º e 49º, respectivamente.

Os brasileiros

Jadson André foi até as quartas de final. William Cardoso e Gabriel Medina pararam na fase anterior. O resto da galera não conseguiu nada muito expressivo. Os que ainda podem se classificar para o World Tour 2013 viram suas chances diminuírem e terão que se dar bem no próximo evento, que começará dia 25, em Sunset.


domingo, 11 de novembro de 2012

WT Pipeline e Triple Crown of Surfing 2012 – prévia

A Tríplice Coroa Havaiana, que comemora 30 anos de existência este ano, é composta pelos eventos prime em Haleiwa (12/11 a 2411) e Sunset (25/11 a 06/12) mais a etapa do World Tour em Pipeline. É onde se define os classificados para a elite do ano seguinte. Muitas vezes com ondas clássicas e grandes, outras com ondas medonhas e às vezes dignas de um verão no Brasil, estas etapas são aguardadas o ano inteiro tanto pelos competidores de tempo integral quanto pelos havaianos, que obtém condições de competir que somente a eles é dada - a ASP tem uma relação muito difícil e turbulenta com a associação havaiana desde o seu princípio e, enquanto não mudar a mentalidade dos seus dirigentes, assim continuará.

É comum na mídia especializada a repetição, ano após ano, de clichês como “aqui é onde se separa os homens dos meninos”, entre outros. Realmente, muitos se afundam, às vezes literalmente, por lá. Títulos e vagas são decididos nas finais. Crowd insano de competidores, free-surfers, jornalistas, fotógrafos, groupies, em um espaço razoavelmente estreito de areia. Enfim, muita onda e muito drama.

A luta pela (re)qualificação

Segundo Al Hunt, da ASP, a pontuação mínima para a (re)qualificação é de 14.000 pontos. Mas parece que ele terá que rever seus cálculos, já que os top 10 do world ranking já estão nessa faixa. Alejo Muniz, Heitor Alves, Jadson André e Raoni Monteiro, que já estão na elite, são os que mais precisam de bons resultados para continuar. Filipe Toledo já garantiu seu ingresso, assim como Glenn Hall, que faz história como o primeiro irlandês entre os tops; Mineirinho surfará para se manter entre os top 5 do WT, e Medina entre os top 10. Jean da Silva e William Cardoso surfarão para permanecer no top 10 do world ranking, enquanto Wigolly Dantas e Hizunomê Bettero competirão para entrar na parada.

O título mundial

Os postulantes ao título mundial são Joel Parkinson, Kelly Slater (pra variar) e Mick Fanning. As chances de cada um foram calculadas pela ASP e são as seguintes:
ð Se Parkinson vencer o PipeMasters, Slater e Fanning irão pro bar afogar as mágoas.
ð Se Parkinson for vice:
- Slater precisa vencer a etapa;
- Fanning vai procurar o bar mais próximo.
ð Se Parkinson terminar em 3º lugar:
- Slater precisa de um 3º ou mais;
- Fanning precisa vencer, e Slater acabar em 5º ou abaixo.
ð Se Parkinson terminar em 13º, 9º ou 5º:
- Slater precisa de um 5º ou mais para levar o 12º caneco;
- Fanning precisa vencer em Pipeline, e Slater acabar em 5º ou abaixo.